quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Morre aos 98 anos o patriarca da Igreja ortodoxa da Bulgária

Igreja búlgara sofreu forte influência do regime comunista no país no séc. XX. 

Morreu, esta madrugada, aos 98 anos, o Patriarca Maxim, líder da Igreja Ortodoxa da Bulgária. O Patriarca búlgaro foi hospitalizado devido a uma insuficiência cardíaca, acaboando por morrer, pouco depois, cerca das 3h30.

Maxim nasceu numa aldeia nas montanhas búlgaras, em 1914. Tornou-se monge em 1941 e prosseguiu nos seus estudos, formando-se em Teologia.

Teve uma ascensão rápida na hierarquia ortodoxa da Bulgária durante o regime comunista e, por causa disso, ficou sempre marcado pelas suspeitas de colaboração com o regime, que perseguia duramente as igrejas cristãs.

Maxim foi eleito Patriarca em 1971, ainda em pleno comunismo. O fim do regime trouxe liberdade de culto e de acção para as igrejas, mas a religiosidade popular tinha sofrido muito com as perseguições, ao ponto de menos de 1% da população assistir às celebrações dominicais.

Durante as últimas duas décadas, a Igreja Ortodoxa foi abalada por sucessivas revelações de colaboracionismo por parte de bispos influentes, alguns dos quais estavam registados como informadores e agentes dos serviços secretos.

O resultado foi um cisma na Igreja, no início da década de 90 do século passado, com a formação de uma Igreja paralela, mas o Patriarca Maxim conseguiu garantir o controlo da maioria das paróquias no país.

Esta manhã, o presidente da Conferência Episcopal Católica da Bulgária enviou uma nota ao Sínodo Ortodoxo lamentando o falecimento de Maxim.


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