sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bispo de Durham será nomeado primaz da Igreja da Inglaterra, segundo a imprensa

Justin Welby é novo líder anglicano, mas quem manda é a rainha.

O bispo de Durham, Justin Welby, ex-executivo da indústria petroleira, aceitou o posto de arcebispo de Canterbury, primaz da Igreja da Inglaterra, informa a imprensa britânica.

Justin Welby, 56 anos, sucederá Rowan Williams, 62, que se aposenta no fim de dezembro após um mandato marcado pelas divisões a respeito da ordenação de bispos mulheres e homossexuais.

A nomeação de Welby, é bispo há apenas um ano, pode acontecer na sexta-feira, segundo o jornal Daily Telegraph, que cita fontes ligadas ao processo de seleção daquele que também será líder da Comunhão Anglicana, que tem 77 milhões de fiéis em todo o mundo.

Segundo o sistema vigente, a Comissão de Candidaturas da Coroa (CNC), formada por 16 membros eclesiásticos e laicos, deve propor o nomes de candidatos ao primeiro-ministro David Cameron, que por sua vez os apresenta à rainha Elizabeth II para que ela, como governadora suprema da Igreja da Inglaterra, tome a decisão formal.

A Igreja não confirmou a nomeação e se limitou a afirmar que o anúncio será feito no tempo devido, mas as especulações ganharam força depois que o bispo cancelou a participação em um programa de rádio.

Entre os aspirantes ao posto de 105º arcebispo de Canterbury figuravam também o arcebispo de York, John Sentamu, número dois da Igreja de Inglaterra, que seria o primeiro primaz negro, e os bispos de Londres, Richard Chartres, de Liverpool, James Jones, e de Norwich, Graham Janes, todos com mais de 60 anos.

Williams, na função desde 2002, anunciou em março a aposentadoria para o fim do ano. A partir de janeiro, ele comandará o prestigioso Magdalene College da Universidade de Cambridge.

O sucessor herdará uma Comunidade Anglicana profundamente dividida entre progressistas e tradicionalistas a respeito da ordenação de mulheres e homossexuais como bispos.

Vários bispos e sacerdotes tradicionalistas abandonaram - e outros ameaçam fazer o mesmo - a Igreja e aderiram à Igreja Católica, cujo líder, o papa Bento XVI, promulgou em 2009 um texto para facilitar as conversões.

A iniciativa provocou tensão entre as duas Igrejas, apesar da reunião do pontífice com o arcebispo de Canterbury em sua residência oficial em setembro de 2010, durante a primeira visita de Estado de um papa ao Reino Unido desde que Henrique VIII se separou de Roma e do catolicismo em 1534.


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