quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vaticano canoniza sete santos, incluindo nativa norte-americana

Indígenas norte-americanos marcaram presença no Vaticano.

O papa Bento 16 canonizou neste domingo sete novo santos, incluindo a primeira nativa norte-americana a se tornar santa, em um momento no qual a Igreja Católica Romana se aproxima de sua congregação para repelir o secularismo.

A celebração de pessoas que sofreram para promover a fé ocorre enquanto a Igreja inicia uma tentativa de retomar congregações em crise em antigos redutos, após acusações de abusos sexuais e diferenças em relação ao ensino cristão.

Milhares de peregrinos de todo o mundo foram à Praça São Pedro para testemunhar a cerimônia que reconhecia os santos, que incluíam Kateri Tekakwitha, uma beata do século 16 conhecida como "Lírio dos Mohawks".

A multidão tinha centenas de peregrinos da população nativa norte-americana, que possui 2,5 milhões de pessoas, dos quais 680 mil são católicos, um legado de sucesso dos primeiros missionários que converteram as populações indígenas da América.

Entre eles estava um garoto de 12 anos que sobreviveu a um vírus fatal, e o Vaticano atribuiu a cura a uma intervenção milagrosa da Santa Kateri.

Muitos peregrinos tinha bandeiras das Filipinas ou retratos de Pedro Calungsod, morto durante uma missão em 1672, que se tornou o segundo santo do país. Outros fiéis vestiam tradicionais vestidos dirndl alemães e shorts de couro enquanto o papa Bento 16 os recebia em seu idioma nativo.

Retratos dos novos santos, incluindo o jesuíta francês Jacques Berthieu, o padre italiano Giovanni Battista Piamarta, a freira espanhola Carmen Salles y Barangueras, e a alemã Anna Schaffer eram visíveis na fachada da Basílica de São Pedro, e a multidão vibrava a cada nome que era pronunciado.

"Santa Kateri, protetora do Canadá e a primeira norte-americana nativa a se tornar santa, confiamos em você para renovar a fé nas primeiras nações e na América do Norte! Que Deus abençoe as primeiras nações!", afirmou o papa Bento 16 em sua homilia, falada em francês, inglês, alemão e italiano.

Santa Kateri, nascida em 1656 onde hoje fica o Estado de Nova York, de um pai Mohawk e uma mãe Algonquin, impressionou os missionários com sua devoção, fazendo um voto de castidade vitalício e se punindo colocando carvão quente entre seus dedos do pé, além de dormir em uma cama de espinhos.

Quando ela morreu, aos 24 anos, testemunhas disseram que cicatrizes de varíolas em seus rostos desapareceram, e as pessoas começaram a reportar visões da santa.

Isso iniciou uma tradição de séculos de veneração, que culminou com a canonização, que ganhou força com a sobrevivência do garoto norte-americano em 2006.

Jake Finkbonner, agora com 12 anos e recuperado, viajou a Roma para a cerimônia, junto com centenas de pessoas de sua tribo Lummi, de devotas comunidades indígenas nos Estados Unidos e Canadá


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