quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vaticano julgará mordomo do papa e seu cúmplice por "Vatileaks"

Mordomo e técnico em informática serão julgados pelo Vaticano.

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira que abrirá um julgamento por vazamento de documentos reservados do papa Bento XVI contra o mordomo do pontífice, Paolo Gabriele, e seu cúmplice, o técnico em informática Claudio Sciarpelletti, cujo nome é mencionado pela primeira vez no escândalo.

O mordomo e o técnico, um funcionário da Secretaria de Estado da Santa Sé, governo central do Vaticano, serão julgados por "roubo agravado" e "cumplicidade" neste caso conhecido como o escândalo "Vatileaks", informou o juiz de instrução, Piero Bonnet.

Gabriele, detido no dia 23 de maio, teve concedida no dia 22 de junho a prisão domiciliar, e desde então permanece junto com sua família dentro do Vaticano. Já Sciarpelletti, técnico de sistemas informáticos da Secretaria de Estado, detido em maio e depois em liberdade provisória, será julgado por "receptação" de objetos roubados.

O ex-mordomo, chamado de Paoletto, escreveu uma carta ao Papa pedindo perdão pelos erros cometidos, razão pela qual o pontífice poderia conceder perdão a ele. E o Vaticano prossegue a investigação sobre outras pessoas envolvidas no escândalo, indicou nesta segunda-feira o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

"A magistratura vaticana descobriu uma realidade muito complexa. A justiça prosseguirá seu trabalho, a investigação sobre outras pessoas envolvidas continua aberta", declarou Lombardi em uma coletiva de imprensa.

A imagem do Vaticano foi prejudicada pelo vazamento de uma centena de documentos internos, entre eles muitas cartas particulares dirigidas ao Papa ou ao seu secretário, o que provocou uma das maiores crises do papado de Bento XVI, já que colocou em questão inclusive sua liderança como guia da Igreja católica.


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