terça-feira, 28 de agosto de 2012

Igreja Católica faz campanha contra casamento gay na Escócia

Governos favoráveis ao casamento gay desagradam Vaticano.

Uma carta com duras críticas ao governo da Escócia por apoiar planos de legalizar o casamento gay será lida em todas as 500 paróquias do país neste domingo. Segundo o jornal "The Guardian", no documento, o Vaticano declara este 26 de agosto como o "domingo nacional do casamento" e pede aos políticos escoceses para "apoiar e não subverter o casamento".

O governo já se posicionou favoravelmente a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas afirmou que a Igreja não será obrigada a celebrá-los. A expectativa é que os políticos aprovem este ano uma lei que permitirá a partir de 2015 os casamentos civis entre homossexuais.

O cardeal Keith O'Brien, líder da Igreja na Escócia, interrompeu na semana passada as discussões sobre o tema com o primeiro-ministro, Alex Salmond. O'Brian, que descreveu recentemente o casamento gay como "uma subversão grotesca de um direito humano universalmente aceito", disse que o ensinamento da Igreja sobre o casamento é único, "a união de um homem e uma mulher".

- A partir desta carta, vamos anunciar a criação de uma comissão nacional para o casamento e da família, um corpo que será encarregado de promover a verdadeira natureza do casamento, que vai desenvolver uma presença online e produzir materiais e organizar eventos que irão ajudar as famílias católicas a apoiar e sustentar o casamento - afirmou O'Brien.

Em uma mensagem contundente, a carta vai destacar "profunda decepção com o governo escocês que decidiu redefinir o casamento e legislar para o casamento do mesmo sexo" da igreja.

A organização Equality Network, que faz campanha em apoio de casamento do mesmo sexo, ressaltou que os políticos devem se manter firme com os planos de legalização.

- É cada vez mais claro que a Igreja tem uma agenda anti-gay que quer impor ao resto da sociedade. Instamos o governo escocês para se manter firme nos planos para introduzir o casamento igual e não ceder às exigências que discriminam as pessoas LGBT - afirmou Tom French, coordenador da ONG.


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